100 anos

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COB foi o primeiro Comitê Olímpico Nacional a ser fundado na América do Sul

Uma data histórica para o esporte nacional. Neste domingo, dia 8 de junho, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) - o primeiro Comitê Olímpico Nacional da América do Sul - completou 100 anos de uma história repleta de conquistas memoráveis. Cem anos que marcam a superação e a evolução do esporte olímpico brasileiro.

“Estamos diante de um momento histórico para o esporte do Brasil e do mundo. Essa história vem sendo contada de forma brilhante por aqueles que mais amam o esporte: os atletas brasileiros, verdadeiros heróis que defendem nos campos, quadras, pistas e piscinas a torcida, a expectativa e a emoção dos milhões de torcedores brasileiros. Ao completar 100 anos, o Comitê Olímpico Brasileiro sintetiza essa relação de amor do povo brasileiro com o esporte”, afirma o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, atleta olímpico de vôlei em Tóquio 1964 e membro honorário do Comitê Olímpico Internacional. 

A história de fundação do Comitê Olímpico Brasileiro começa em 1913, quando Raul Paranhos do Rio Branco, filho do barão do Rio Branco e embaixador do Brasil em Berna, na Suíça, recebe convite do barão Pierre de Coubertin para integrar o Comitê Olímpico Internacional (COI). O gesto representou uma declaração de confiança no potencial esportivo brasileiro e deu início à história do país no Movimento Olímpico Internacional. O convite fez do embaixador o primeiro delegado do COI para o Brasil e provocou, nesse mesmo ano, uma campanha pública pela formação de um Comitê Olímpico Brasileiro. No dia 8 de junho de 1914, os dirigentes de destaque do Rio de Janeiro se reuniram na sede da Federação Brasileira das Sociedades de Remo e, em assembleia, criaram o Comitê Olímpico Brasileiro, chamado de Comitê Olímpico Nacional (CON).

Desde a primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos, em Antuérpia 1920, quando conquistou três medalhas no tiro esportivo, sendo uma de ouro com Guilherme Paraense, o Comitê Olímpico Brasileiro vem escrevendo sua história e a do próprio esporte olímpico do país.

A evolução do esporte brasileiro tem acontecido também devido ao intenso trabalho das 30 Confederações Brasileiras Olímpicas filiadas ao COB. Em um processo permanente de crescimento e aprimoramento de sua gestão, as Confederações têm sido incansáveis na descoberta e na formação de atletas. Como resultado desse empenho e dedicação, inúmeros títulos mundiais e continentais nas mais diversas modalidades esportivas e, o mais importante, a transformação de atletas em ídolos, aproximando cada vez mais o esporte do público, da mídia e dos patrocinadores.   

Nos últimos 20 anos, em especial, o COB modernizou a sua gestão. Criou novos departamentos e áreas, como o Departamento Cultural, Academia Olímpica Brasileira, Instituto Olímpico Brasileiro, Comunicação, Eventos, Ciências do Esporte, Escritório de Projetos, Comissão de Atletas, Comissão Mulher e Esporte e Comissão Esporte e Meio Ambiente, e assumiu novas funções, como organizar duas etapas anuais dos Jogos Escolares da Juventude, referência internacional de competição para estudantes.

O COB também esteve à frente do processo das campanhas vitoriosas aos Jogos Sul-americanos 2002, Jogos Pan-americanos Rio 2007 e Jogos Olímpicos Rio 2016, que pela primeira vez se realizará na América do Sul. Junto com as Confederações Brasileiras Olímpicas integrou o Comitê Organizador dos referidos Jogos, sendo que o Rio 2007 foi considerado os melhores Jogos Pan-americanos da história. Da mesma forma, o COB e as Confederações integram o Comitê Organizador Rio 2016.   

Nos últimos anos, o COB conquistou novas fontes de recursos para os esportes olímpicos. A principal delas, a partir de trabalho realizado pelo próprio COB, foi a Lei Agnelo/Piva, de 2001, que garantiu pela primeira vez na história do país uma fonte de recursos permanentes e contínuos para o desenvolvimento dos esportes olímpicos.  

O COB criou ainda programas de apoio a atletas em transição de carreira, à formação de novos gestores e passou a trabalhar, em conjunto com as Confederações, na preparação direta das equipes e atletas brasileiros de alto rendimento.  A qualificação das comissões técnicas, a formação de equipes multidisciplinares e a intensa utilização das ciências do esporte passaram a ser o padrão da preparação das delegações brasileiras. Além disso, o COB conta com 22 ex-atletas e técnicos olímpicos e pan-americanos em seu quadro funcional.

Com tantas ações, a evolução dos resultados não demorou a aparecer. Entre Antuérpia 1920 e Barcelona 1992, em 16 edições olímpicas, o Brasil conquistou 39 medalhas, com uma média de 2,4 medalhas por Jogos. Entre Atlanta 1996 e Londres 2012, em cinco edições, foram conquistadas 69 medalhas, alcançando a média de 13,8 medalhas por Jogos. Ao longo desses cem anos, o esporte olímpico brasileiro conquistou 108 medalhas olímpicas: 23 de ouro, 30 de prata e 55 de bronze.

Futuro – Aos 100 anos de história, o COB projeta o futuro e se impõe objetivos ainda mais desafiadores. Se em Londres 2012, na última edição de Jogos Olímpicos, o Time Brasil conquistou 17 medalhas, recorde brasileiro, o COB ainda está diante de seu maior desafio – a preparação da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A meta do COB é colocar o Brasil entre os dez primeiros países no quadro de classificação pelo total de medalhas. Para isso, o COB elaborou um Mapa Estratégico, que tem por objetivo nortear a execução de sua missão de tornar e manter o Brasil uma potência olímpica. A partir daí, estabeleceu estratégias de investimentos fundamentadas em projetos de médio e longo prazo visando ao aprimoramento e desenvolvimento de cada modalidade, disciplina ou atleta com potencial de resultado. 

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